O Programa Diversidade da TV Itararé (TV Cultura PB) está com uma série de matérias comemorando o Dia das Crianças onde adultos contam quem é o seu vilão favorito, seja no cinema, na TV ou nos desenhos animados e elegem uma cena marcante do personagem. O segundo a participar do programa foi eu, onde falei da minha escolha: o Coringa do Heath Ledger.
Ah, apesar d'eu ser professor universitário e estar desenvolvendo dois games, o vídeo me apresenta como "designer de games". Limita demais o meu nobre currículo. *risos*. Escutem apenas o genérico "designer". =)
Acho que por volta de 2003 meu amigo Emanoel Medeiros (do software Banca Mais) me dizia quanto ele achava ruim abrir sachês de ketchup, em geral quando comia no McDonalds. Ele me questionou (eu como Desenhista Industrial) se não seria interessante um produto que facilitasse a abertura de sachês, ou seja, um Abridor de Sachê.
Ficamos um dia lanchando e pensando como poderia ser: poderia ser algo portátil, ou um conjunto com saleiro e paliteiro, ou até já fixado na bandeja do McDonalds (já que estávamos lanchando lá). Porém, do alto de minha sabedoria naquele momento (era estudante de design, na verdade) eu cheguei a conclusão que o problema não estava em criar um abridor de sachê, mas em melhorar o sistema de abertura das embalagens. Faz sentido, quando se pensa no mundo como "deveria ser".
Sete anos se passaram, as embalagens de sachê continuam horríveis e recentemente vi a matéria abaixo, onde um empresário acreditou na idéia e, vejam só, fez uma parceria com uma empresa de sachês para lançar um Abridor de Sachê. O produto fica fixado no porta-guardanapos e é bastante útil.
Moral da História: melhorar as embalagens de sachê seria a medida correta num mundo ideal (o mundo de um estudante de design), mas criar um novo produto, gerar mais empregos, gerar mais lucro, movimentar o mercado de alguma forma é a medida "correta" no mundo real. Isso não é uma lição de moral. Hoje, eu teria feito o mesmo.